domingo, 1 de dezembro de 2013

CASPA? TÔ FORA !!!





     Muitos mais comum do que parece, a caspa se enquadra na classe de dermatites seborreicas. Acomete 18% da população mundial em especial adolescentes e adultos jovens. 

     Consiste em uma alteração crônica cutânea, NÃO CONTAGIOSA e recorrente, apresentando inflamação nas áreas de pele onde existe um número maior de glândulas sebáceas. As principais características consistem em placas descamativas, coceira, vermelhidão, podendo chegar em casos mais graves a formação de pápulas e exsudato. Pode causar ainda a queda de cabelos! 

          A presença da caspa depende de uma suceptilidade gênica associada a hábitos de vida. O sebo da pele permite o crescimento de um fungo que temos normalmente em nossa pele. Esse fungo é chamado de Malassezia sp. 

       Acomete mais homens do que mulheres, pessoas portadores de HIV, Parkinsonianos, pessoas que possuem trauma crânio encefálico, alcoolistas e diabéticos.  No inverso costuma agravar-se devido a situações de estresse emocional, ingestão de alimentos gordurosos e bebidas alcoólicas, banhos quentes e talvez em alguns casos a uma frequência na higiene pessoal diminuída.

TRATAMENTO

        Precisamos deixar bem claro que esta é uma situação crônica, ou seja, após o tratamento podem ocorrer recidivas. O objetivo desse tratamento está no controle da inflamação, da proliferação do micro-organismo e da oleosidade.

Xampus antiproliferativos:

     Causam redução da descamação da pele. 

    - Alcatrão de hulha (coaltar)
    - Sulfeto de selênio (1 e 2,5%)
    - Piritionato de zinco (1 e 2%)

Preciso dizer que os xampus de coaltar e sulfeto de selênio apresentam odor forte. 
Sulfeto de selênio e Piritionato de zinco apresentam também ação antifúngica.




         
Xampus Antifúngicos      

São aqueles que irão combater o fungo (Malassezia sp).

- Cetoconazol a 2%
- Ciclopirox a 1%
- Sulfeto de Selênio
- Pirotionato de zinco





Xampus Ceratolíticos

Provocam remoção das escamas aderentes.

- Ácido salicílico (2 a 6%)
- Com ou sem enxofre (2 a 5%)




Xampus com anti-inflamatório

- Propionato de clobetasol




      Nos casos mais graves onde o uso tópico não obteve bons resultados pode-se utilizar antifúngicos por via oral como:

- cetoconazol 200 mg/dia por 14 dias
- itraconazol 100 mg/dia por 21 dias
- terbinafina 250 mg/dia por 4 semanas


     
Vale lembrar que estes medicamentos podem ser manipulados e dessa forma acrescentado mais de um princípio ativo no mesmo xampu. A combinação de várias classes ou terapia rotacional são as opções que produzem mais eficácia e menos recidivas. Outra dica fica em tomar banhos mornos a frios a fim de diminuir a produção de sebo.

Obrigada pela atenção e bom domingo a todos!

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

GENGIVITES

 Olá a todos! Hoje trago uma novidade no blog que espero que gostem e que possa ser continuada. Gosto muito de escrever os posts e informá-los da forma mais fácil e completa possível. Para isto procuro constantemente me aprimorar, buscando novas informações e estudando no dia-a-dia. Com o objetivo de enriquecer ainda mais o blog, além do volume de questionamentos sobre gengivites, convidei a dentista Karine Martins Coelho para trazer esta informações para vocês. Qualquer duvida que tiverem comentem que ela estará respondendo a vocês. Quem tiver outras sugestões ou quiser outro assunto específico em odontologia, deixa nos comentários também...



As informações estão estruturadas em tópicos para facilitar a busca pela informação:

Gengivite: Inflamação da gengiva causada por placa bacteriana (uma placa na superfície do dente formada pela mistura de restos de alimento, bactérias e saliva).

Sintomas: gengiva avermelhada, inchada e podendo sangrar durante escovação ou de forma espontânea.

Tratamento:

1º Limpeza e raspagem (remoção de tártaro) profissional 2 vezes ao ano ou com mais frequência em casos mais graves



2º Manutenção pelo paciente com o uso do fio dental e escovação, no mínimo, 3 vezes ao dia


3º Uso de enxaguantes antibacterianos ou outros produtos conforme aconselhado pelo profissional responsável. Um exemplo é o uso de clorexidina que ajuda a reduzir a inflamação, edema e sangramento. Este só deve ser utilizado com a prescrição de seu dentista pois pode causar perda do paladar durante o uso prolongado e causar manchar extrínsecas nos dentes.




Obrigada a todos, qualquer duvida estou a disposição.

Karine M. Coelho.


segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Micose de unha (Onicomicose)



     Com o verão chegando os pezinhos começam a aparecer e com isso aquela preocupação de tê-los belos e formosos! E um dos principais empecilhos para este processo são as micoses de unha, denominadas pelos dermatologistas de onicomicoses. Este tipo de micose é muito frequente na população, sendo seu diagnóstico realizado pelo exame micológico direto e cultura. É causado por fungos filamentos não dermatófitos, leveduras e dermatófitos.
     É muito importante antes de qualquer conduta investigar se existe uma doença de base responsável por este processo como por exemplo o diabetes e a AIDS. Essas doenças devem ser controladas para que o tratamento tenha bons resultados.  Outro fator importante a ser pensado é que o tratamento demanda paciência pois, pode ser bastante longo.  Temos três formas de tratamento sendo elas: tópica, sistêmica e combinada.

Terapia tópica

     Indicada nos casos onde a matriz ungueal não encontra-se afetada, quando existir qualquer contra-indicação de tratamento sistêmico e na profilaxia pós tratamento.



       O medicamento ideal é aquele que apresente boa penetração e altas concentrações na lâmina ungueal. Os medicamentos utilizados nesta terapia são a amorolfina , ciclopirox  e tioconazol .
     A amorolfina é indicada para uso semanal enquanto que ciclopirox está indicado no uso diário. Em ambos os processos deve-se realizar o lixamento da unha semanalmente. A forma de esmalte demonstra ser a mais efetiva. Hoje pode ser encontrada também em farmácias de manipulação.






Terapia Sistêmica

     É considerada uma forma de tratamento mais efetiva que a forma tópica. Indicada nos casos onde a matriz ungueal está envolvida. Os fármacos mais utilizados são  a Griseofulvina, Terbinafina, Itraconazol e Fluconazol. 
     A Griseofulvina é utilizada de 500 mg até 1000 mg até a cura clínica, os comprimidos devem ser ingeridos após alimentação, recidivas são frequentes;
     A Terbinafina é utilizada na dose de 250 mg por dia por 6 a 12 semanas;
     O Itraconazol é utilizado na dose de 200 mg por dia durante 6 a 12 semanas, os comprimidos devem ser ingerido junto com alimentos;
     O Fluconazol é utilizado na dose de 150 mg por semana até a cura clínica.




Terapia Combinada

     Nesta forma de terapia faz-se a associação de um fármaco de uso tópico com outro de uso sistêmico. Apresenta a vantagem de diminuir tempo de tratamento e melhorar a efetividade. Porém os estudos ainda não são conclusivos.


       O uso de antifúngicos apresenta uma variedade de interações com outros medicamentos e com bebidas alcoólicas. 
     O consumo combinado de antifúngicos com bebidas alcoólicas leva ao surgimento do "Efeito Antabuse", que consiste no aparecimento de náuseas, vômitos intensos, cefaleias, confusão mental e estado psicótico.
       Para quem quiser aprender um pouquinho mais, as informações completas podem ser encontradas no "Manual de Conduta da Onicomicose - Diagnóstico e Tratamento: da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Lembrem-se de sempre consultar um médico. Jamais se automediquem.

     Obrigada a todos pela atenção, qualquer dúvida vocês já sabem, estou a disposição. Uma ótima semana a todos e até a próxima!

sábado, 2 de novembro de 2013

INFECÇÕES DO TRATO URINARIO RECORRENTES

      Como eu havia prometido a vocês hoje venho conversar sobre as infecções urinárias recorrentes. Já havia comentado que este é um problema que eu tenho tida a alguns anos e hoje justamente, comecei a apresentar novamente aqueles velhos sintomas. Desse modo posso compartilhar com vocês um pouco dessa história!
     As infecções do trato urinário recorrentes caracterizam-se pela presença de dois ou mais episódios de infecção urinária  em seis meses, ou mais episódios em um ano após a cura da primeira infecção.
    Segundo a sociedade brasileira de infectologia , nefrologia e urologia o tratamento clássico se faz com antibiótico-profilaxia  em diferentes esquemas sendo eles: contínuo, pós coito (após relação sexual) ou auto-tratamento. Existem ainda as chamadas terapias profiláticas alternativas que também abordaremos um pouco a frente.

    1.  Antibiótico-profilaxia CONTÍNUA X Antibiótico-profilaxia PÓS COITO

     Este com toda certeza é o método mais eficaz na prevenção de infecções urinárias recorrentes. Consiste basicamente na administração de baixas doses de antibióticos.
       Na forma contínua utiliza-se antibióticos (em baixas doses) todos os dias ao longo de um determinado tempo. As opções mais comuns são a nitrofurantoína (100 mg/dia) seguida do clotrimoxazol e de quinolonas (norfloxacino 200 - 400 mg/dia, ciprofloxacino 250 mg/dia). A duração da profilaxia deve ser de no mínimo 6 meses e ao final deste período deve-se solicitar um exame chamado urocultura.

       Na forma de pós coito, utiliza-se dose única do antibiótico antes ou após a relação sexual. Os mesmos citados anteriormente na forma contínua. Esta forma de tratamento é tão eficaz quanto na forma contínua, porém pessoas que possuem atividade sexual com frequência diária deve preferir a forma de tratamento contínuo. Não utilize vários comprimidos por dia do antibiótico, lembre-se estamos falando em prevenção e no uso de doses baixas.

2. Terapias profiláticas alternativas

     - Cranberry 




     




     O Cranberry é uma fruta vermelha de sabor azedo cultivada em alguns países da América do Norte. Estudos demostram que esta fruta possui a capacidade de reduzir em torno de 80% a aderência bacteriana no urotélio, devido a presença de uma substância chamada protocianidina tipo A. 

    Já tentei utilizar este tratamento, para mim não demonstrou grande efetividade, continuei tendo com a mesma frequência as infecções. Porém eu utilizava 2 cápsulas 1 vez ao dia após o almoço. Observando as recomendações verifiquei que fala-se em uma utilização de 2 cápsulas três vezes ao dia após as refeições.  Vou procurar me informar mais e posteriormente conversamos um pouco mais...


    - Estrogênio transvaginal

     Esta é uma recomendação direcionada para mulheres  idosas. As infecções urinárias são comuns nessas mulheres devido a alterações hormonais induzidas pela menopausa e que alteram a microbiota vaginal. 

    - Lisado bacteriano de E. coli




     O extrato de E. coli consiste em um extrato purificado de 18 espécies de E coli.  A dose recomendada é de um comprimido por dia por 3 meses.
     Estou atualmente realizando este tratamento. Estou no ultimo mês. Notei realmente uma diminuição na frequência das infecções, porém elas ainda ocorrem. Eu estava tendo 1 infecção a cada 15 dias aproximadamente e utilizando o medicamento até agora tive 2 episódios.

     - Probióticos

     Atualmente fala-se na utilização de lactobacillus na prevenção da infecção urinária recorrente devido a sua predominância na microbiota urogenital de uma mulher sadia. Porém como esta utilização é relativamente recente, ainda não se obteve resultados concretos sobre sua eficácia.


Bom pessoal é isso o que temos atualmente como tratamento. Eu sei por experiência própria como é incomodo, como atrapalha nosso dia a dia estar constantemente com dor. Como falei com vocês já tentei algumas terapias alternativas na tentativa de reduzir a utilização de antibióticos. Acredito que valha a pena tentar. Já realizei também a profilaxia com antibiótico de uso contínuo, o numero de infecções reduziu muito porém ainda aconteciam. Continuo procurando alternativas que possam me ajudar. Se você também está passando por isso não deixe de nos contar sua história.

Obrigada a todas e um ótimo final de semana!

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

OMEPRAZOL X PANTOPRAZOL

     
     Como já foi falado neste blog sobre gastrite, dispepsia e outras situações envolvendo fármacos inibidores da bomba de prótons hoje vamos falar mais especificamente sobre estes dois medicamentos o omeprazol e o pantoprazol.

     Os Inibidores da bomba de prótons são fármacos que inibem a enzima H+, K+ - ATPase gástrica (bomba de prótons) e como consequência diminuem a secreção ácida no estômago. Todos esses inibidores da bomba de prótons são pró-fármacos, ou seja, precisam ser `ativados` em ambiente ácido. 

OMEPRAZOL















     Primeiro da classe atinge biodisponibilidade de até 70% com doses repetidas. Seu tempo de meia vida gira em torno de 30 a 90 minutos. Possui duração de ação de 4 a 72 horas.

     O ideal é ser administrado no mínimo 30 minutos ANTES das refeições.

     Não deve ser utilizado em conjunto com antiácidos. 

     Para quem deseja efeitos imediatos omeprazol não é medicamento de escolha.

     Pessoas com doença hepática grave necessitam avaliar uma redução da dose.

     Quando utilizado por muito tempo sua retirada deve ser gradual, desse modo evita-se hipersecreção de rebote.


PANTOPRAZOL



     Possui rápida absorção e uma biodisponibilidade em torno de 77%. A concentração plasmática máxima é atingida em torno de 2 a 3 horas. Assim como o omeprazol possui alta ligação a proteínas. 
  
    Esse fármaco não sofre acumulação, ou seja, seu perfil farmacocinético é mantido independente do número de dose. Esse fato representa uma vantagem quando pensamos em pessoas com insuficiência renal ou hepático, pois com este perfil não é necessário fazer um ajuste de dose. 
     
    Estudos demonstram que o pantoprazol não apresenta interação com antiácidos e outros medicamentos como digoxina, contraceptivos orais, diazepam, fenitoína, entre outros. Portanto é utilizado como fármaco de escolha em pessoas que necessitam utilizar um grande número de medicamentos.

      Quando utilizado por muito tempo sua retirada deve ser gradual, desse modo evita-se hipersecreção de rebote.


     Tanto omeprazol quanto o pantoprazol possuem eficácia semelhante em doses comparáveis. Quer dizer que ambos exercem efeito no que se propõem. As diferenças são muito pequenas, ligadas mais a uma menor interação. Portanto quando ouvirem que um é melhor do que o outro se questionem: Melhor para quem? Você possui insuficiência renal ou hepática? Você faz uso de muitos medicamentos no seu cotidiano? Se a resposta para estas duas perguntas for não, não existe um motivo para melhor ou pior. 
 Não existe necessariamente um medicamento melhor do que o outro e sim o medicamento certo para você. Que não necessariamente seja o mesmo que para o seu vizinho! Espero que tenham gostado deste post.


Boa noite a todos e até a próxima!!!

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Whey Protein

                                               
      O Whey protein consiste em um concentrado proteico do soro do leite bovino. Esse concentrado proteico é um subproduto do processo de fabricação de queijos. Possui alto valor nutricional, contendo carboidratos, minerais, proteínas (alfa-lactoalbumina, lactoferrina, albumina sérica, lisozima e imunoglobulinas), alta concentração de aminoácidos essenciais, especialmente os de cadeia ramificada.
   
  Muitas pessoas acreditam que o único uso para o whey protein esteja relacionado a performance atlética e ganho de massa muscular, porém hoje já se observa a utilização na suplementação alimentar alternativa a intolerantes a lactose, para alergias a proteína, asma, substituto de fórmulas infantis baseadas em leite, câncer de cólon, reversão da perda de peso e aumento da GSH em pessoas portadoras de HIV, entre muitas outras indicações.       

    Essas "novas" indicações para o uso de whey protein estão cada vez sendo mais pesquisadas e vários estudo já estão comprovando sua eficácia. Porém hoje vamos conversar um pouco sobre o uso tradicional, que acredito ser o maior interesse para a maioria, ou seja, o ganho de massa muscular!
 
    A diminuição da massa muscular esquelética está associada principalmente a idade e a inatividade física. Exercícios físicos, principalmente os envolvidos com pesos, impedem a atrofia e favorecem a hipertrofia muscular. Nesse quadro a nutrição também desempenha um importante papel, pois pessoas fisicamente ativas necessitam de um maior aporte proteico. A ingestão de proteínas ou aminoácidos, após exercício físico, favorecem a recuperação e a síntese proteica no nosso organismo. Quanto menor for esse intervalo entre o exercício e a ingestão proteica melhor a resposta anabólica do nosso organismo frente ao exercício.  
     
     Observem que como mostrado anteriormente whey protein é uma fonte riquíssima de aminoácidos, ou seja, fornece substrato para a síntese proteica no músculo o que ocasiona a hipertrofia muscular. Além disso é fonte de gama - glutamicisteína precursora da glutationa (GSH) a qual é depletada durante o estresse oxidativo, em outras palavras, atua como antioxidante intracelular protegendo o músculo de agentes oxidantes.  
  
     Altas doses de whey protein podem causar aumento da frequência de evacuações, náusea, sede, inchaço, câimbras, redução do apetite, fadiga e dor de cabeça. Altera o nível de nitrogênio ureico no sangue (NUS), porém não altera níveis de creatinina sérica.

     Para o desempenho atlético usualmente utiliza-se 1,2 a 1,5g por Kg por dia, porém é recomendado consultar um especialista na área para auxiliá-los e acompanhá-los. Por exemplo um nutricionista. 

     Pessoas que utilizam o medicamento LEVODOPA devem ser acompanhadas ao utilizarem o whey protein.


Espero que tenham gostado desse novo tipo de post, falando um pouco sobre nutracêuticos e que esta informações possam ser úteis. Boa noites a todos e até a próxima!!!                                                 





domingo, 29 de setembro de 2013

Para pensar!


Prescrição Farmacêutica



    Aprovada a Resolução 586/13 que autoriza o farmacêutico a prescrever medicamentos isentos de prescrição, drogas vegetais e fitoterápicos. Essa resolução foi publicada no Diário Oficial da União no dia 26 de setembro. Mais uma conquista para nossas classe de profissionais que beneficia toda a população brasileira. Agora ao realizar uma indicação, como anteriormente era feito, o profissional assina embaixo. Ou seja irá orientar por escrito a forma de utilização o período, carimbar e assinar comprometendo-se ainda mais com a saúde das pessoas.
    Se você é farmacêutico aproveite esta oportunidade para demonstrar a população que você é um profissional capacitado, promotor da saúde e indispensável na vida desta população! Muitas vezes escondidos atrás de balcões de farmácias apenas entregando medicamentos, muitos farmacêuticos são confundidos como meros balconistas, consequências de seus próprios atos. Então falo mais uma vez, VAMOS FAZER A DIFERENÇA! 
    Em vários sistemas de saúde do mundo, outros profissionais que não o médico, estão determinados a prescrever determinadas classes de medicamentos. Esta medida favorece o acesso da população a saúde, reduz custos e melhora os resultados terapêuticos. Agora é a hora.
   
Deixo aqui alguns trechos da nova resolução;

"A prescrição farmacêutica de que trata constitui uma atribuição clínica do farmacêutico e deverá ser realizada com base nas necessidades de saúde do paciente, nas melhores evidências científicas, em princípios éticos e em conformidade com as políticas de saúde vigentes."

"Art. 5º - O farmacêutico poderá realizar a prescrição de medicamentos e outros produtos com finalidade terapêutica, cuja dispensação não exija prescrição médica, incluindo medicamentos industrializados e preparações magistrais - alopáticos ou dinamizados -, plantas medicinais, drogas vegetais e outras categorias ou relações de medicamentos que venham a ser aprovadas pelo órgão sanitário federal para prescrição do farmacêutico"


Um excelente domingo a todos, e até a próxima! 
Jessica Laís Gehrmann.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

INFECÇÕES URINÁRIAS

     Também chamadas de ITU, ou seja, 'Infecção do Trato Urinário' situam-se entre as mais frequentes infecções bacterianas do ser humano.  Possuem maior prevalência entre a população adulta feminina. Quando afetam apenas a porção baixa do trato urinário (bexiga) são denominadas cistites, já quando afetam também a porção superior do trato urinário (rins) são denominadas pielonefrites. 

     Essas infecções podem ser sintomáticas ou não sintomáticas, complicadas ou não complicadas, agudas ou crônicas.

     A maior susceptibilidade à infecções urinárias em mulheres se deve as condições anatômicas como uretra curta e a proximidade da vagina ao ânus. Outros fatores associados incluem gestação, diabetes, higiene íntima deficiente, o ato sexual, entre outros. 






      O agente causador mais comum é a Escherichia coli sendo sozinha responsável por cerca de 85% das infecções urinárias.  Depois dela temos o Staphylococcus saprophytucys, espécies de Proteus e de Klebsiella e o Enterococcus faecalis

     Quando sintomática Infecções do Trato urinário baixo (cistites) apresentam como principais sintomas a disúria (dor para urinar), urgência miccional, polaciúria (aumento no número de micções com diminuição do volume urinário), nictúria (volume urinário aumentado a noite) e dor suprapúbica. Febre, neste caso, não é comum. Já em Infecções do trato urinário alto (pielonefrite) a febre é um sintoma muito comum, sendo geralmente superior a 38 graus, além de calafrios e dor lombar.

        Laboratorialmente detecta-se a presença da bactéria através da análise de urina: análise de urina tipo I e urocultura. Na urocultura observaremos um crescimento bacteriano superior a 100.000 UFC por mL de urina. A partir desta urocultura realiza-se o teste de sensibilidade antibacteriana, este teste denomina-se antibiograma. O antibiograma auxilia o médico a definir o tratamento mais adequado.


TRATAMENTO

     Necessariamente faz - se a indicação de um agente antimicrobiano.  Vamos conhecer os principais!

1. Quinolonas
     Começamos logo com as campeãs de prescrições para esse tipo de infecção. São alguns exemplos desta classe: Norfloxacino, Ciprofloxacino Levofloxacino, Gatifloxacino, entre outros. Sua principal indicação está no tratamento de infecções urinárias complicadas. Essa classe deve ser utilizada com cautela por pessoas que possuam epilepsia ou insuficiência renal. Não é fármaco de primeira escolha para o tratamento de crianças e adolescentes pois possui efeitos sobre as articulações.
     Ciprofloxacino (500 mg) e Norfloxacino (40 0mg) são utilizados no adulto a cada 12 horas em torno de 7 dias.
     Levofloxacino (500 mg) e Gatifloxacino (400 mg) são utilizados no adulto a cada 24 horas em torno de 7 dias. Para saber mais consulte seu médico e farmacêutico.













    2. Nitrofurantoína
     Também muito utilizada. Sua principal indicação está no tratamento profilático de infecções urinárias recorrentes. Porém apresenta indicação no tratamento de cistites não complicadas com indicação de 1 comprimido de 100 mg de 6/6 horas durante 7 dias. Utilizar junto com alimentos. Não deve ser utilizada por pessoas que possuam insuficiência renal.















3. Sulfonamidas
     Utilizado em conjunto com uma substância bacteriostática sendo a  principal principal dupla: Sulfametoxazol + Trimetoprima. Indicada em infecções urinárias não complicadas na dose de 800 mg + 160 mg a cada 12 horas por 3 dias; Infecções urinárias complicadas 800 mg + 160 mg  a cada 12 horas por 7 dias. Enquanto estiver utilizando este antibiótico NÃO INGERIR BEBIDA ALCOÓLICA pois a combinação provoca a Reação de Antabuz (rubor, transpiração, palpitação e sonolência).













4. Cefalosporinas
     A mais conhecida da classe é sem dúvida a Cefalexina. Pode ser utilizada na gestação. Sua indicação para adultos está na dose de 250 a 500 mg a cada 6 horas de 7 a 14 dias. Pode ser utilizada junto com alimentos. Ao utilizar a forma líquida observar o prazo de validade de 14 dias (refrigerada) após reconstituída (após adicionar água).















5. Penicilinas
     A mais utilizada é a amoxicilina. Por ser uma penicilina pessoas alérgicas devem ter cautela para reações de hipersensibilidade. Indicada 250 mg a 500 mg a cada 8 horas por 7 a 14 dias. Em infecções recorrentes recomenda-se dose de 3g a cada 12 horas.





     Ainda existem outras opções de antibiótico - terapia. Deixei aqui as principais. Qualquer dúvida que tiverem é só deixar nos comentários! Como a sintomatologia das infecções urinárias é extremamente desagradável (minha opinião!) existem medicamentos que auxiliam a suportá-las melhor como o Pyridium (fenoazopiridina) e o Cystex. Esse medicamentos devem ser utilizado de 8/8 horas por aproximadamente 2 dias. O uso superior a este período pode mascarar sintomas de uma infecção não adequadamente tratada, por isso fica de olho! Não se assustem pois a urina muda de cor, com o Pyridium fica alaranjada e com o Cystex fica azul! 




   
  Não preciso nem falar não é. Tratamento com antibióticos só é eficaz se respeitado os HORÁRIOS (CERTÍSSIMOS) e a DURAÇÃO do tratamento. Não pule doses, não esqueça, não deixe para depois, pois você corre riscos de não tratar adequadamente e ainda passar por todo o transtorno novamente tendo que procurar outra vez seu médico! 

    Desculpem a demora por post novo, espero que gostem. Em um outro momento venho conversar com vocês sobre as infecções recorrentes o que fazer e terapias alternativas contando minha própria experiência. É infelizmente é o meu caso!!! Boa noite a todos e até a próxima!