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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

OMEPRAZOL X PANTOPRAZOL

     
     Como já foi falado neste blog sobre gastrite, dispepsia e outras situações envolvendo fármacos inibidores da bomba de prótons hoje vamos falar mais especificamente sobre estes dois medicamentos o omeprazol e o pantoprazol.

     Os Inibidores da bomba de prótons são fármacos que inibem a enzima H+, K+ - ATPase gástrica (bomba de prótons) e como consequência diminuem a secreção ácida no estômago. Todos esses inibidores da bomba de prótons são pró-fármacos, ou seja, precisam ser `ativados` em ambiente ácido. 

OMEPRAZOL















     Primeiro da classe atinge biodisponibilidade de até 70% com doses repetidas. Seu tempo de meia vida gira em torno de 30 a 90 minutos. Possui duração de ação de 4 a 72 horas.

     O ideal é ser administrado no mínimo 30 minutos ANTES das refeições.

     Não deve ser utilizado em conjunto com antiácidos. 

     Para quem deseja efeitos imediatos omeprazol não é medicamento de escolha.

     Pessoas com doença hepática grave necessitam avaliar uma redução da dose.

     Quando utilizado por muito tempo sua retirada deve ser gradual, desse modo evita-se hipersecreção de rebote.


PANTOPRAZOL



     Possui rápida absorção e uma biodisponibilidade em torno de 77%. A concentração plasmática máxima é atingida em torno de 2 a 3 horas. Assim como o omeprazol possui alta ligação a proteínas. 
  
    Esse fármaco não sofre acumulação, ou seja, seu perfil farmacocinético é mantido independente do número de dose. Esse fato representa uma vantagem quando pensamos em pessoas com insuficiência renal ou hepático, pois com este perfil não é necessário fazer um ajuste de dose. 
     
    Estudos demonstram que o pantoprazol não apresenta interação com antiácidos e outros medicamentos como digoxina, contraceptivos orais, diazepam, fenitoína, entre outros. Portanto é utilizado como fármaco de escolha em pessoas que necessitam utilizar um grande número de medicamentos.

      Quando utilizado por muito tempo sua retirada deve ser gradual, desse modo evita-se hipersecreção de rebote.


     Tanto omeprazol quanto o pantoprazol possuem eficácia semelhante em doses comparáveis. Quer dizer que ambos exercem efeito no que se propõem. As diferenças são muito pequenas, ligadas mais a uma menor interação. Portanto quando ouvirem que um é melhor do que o outro se questionem: Melhor para quem? Você possui insuficiência renal ou hepática? Você faz uso de muitos medicamentos no seu cotidiano? Se a resposta para estas duas perguntas for não, não existe um motivo para melhor ou pior. 
 Não existe necessariamente um medicamento melhor do que o outro e sim o medicamento certo para você. Que não necessariamente seja o mesmo que para o seu vizinho! Espero que tenham gostado deste post.


Boa noite a todos e até a próxima!!!

segunda-feira, 3 de junho de 2013

GASTRITE! Mas afinal, o que é isso?



     Quem nunca ouviu alguém reclamar de dor no estômago e afirmar que se trata de uma gastrite? Mas afinal será que é isso mesmo? Vamos conhecer um pouco mais sobre esse problema?

   A Gastrite consiste em uma inflamação da mucosa do estômago. Ela pode ser Aguda ou Crônica.
   
    Gastrite Aguda
São de aparecimento súbito, evolução rápida e facilmente associadas a um agente causador.
As causas podem ser: medicamentos, infecções e estresse físico ou psíquico.
O consumo de bebidas alcoólicas também é um fator desencadeante.

    Gastrite Crônica
Difícil caracterização de sintomas e agentes causadores. Cursam por um período longo de tempo. 
Sabe-se que a bactéria Helicobacter Pylori pode determinar uma gastrite crônica.

SINTOMAS

- dor
- queimação no abdômen
- azia
- perda do apetite
- náuseas e vômitos
- sangramento digestivo (em casos complicados demonstrados pela evacuação com fezes pretas e/ou vômitos com sangue) 







TRATAMENTO

1.Antagonistas dos Receptores H2

    Inibem a produção de ácido, suprimindo-a em 70% durante 24h. São eles a cimetidina, ranitidina e famotidina.
    São menos potentes que os inibidores da bomba de prótons.
    Podem estimular a motilidade intestinal, ou seja, podem gerar fezes pastosa a diarreicas.
    As doses devem ser ajustadas para paciente nefropatas crônicos.





    A Cimetidina possui alguns efeitos adversos importantes, por isso é pouco utilizada atualmente  Um desses efeitos é o de provocar galactorreia (produção de leite), ginecomastia (aumento das mamas), redução os espermatozoides e impotência. Além disso a cimetidina interage com muitos medicamentos.

    O uso de antagonistas do H2 pode levar a efeitos de tolerância (necessidade de doses maiores para obtenção do mesmo efeito) e rebote na sua retirada. O ideal é realizar a retirada gradual destes medicamentos. 

2. Inibidores da Bomba de Prótons

    Bloqueiam a etapa final da da produção ácida através de uma ligação irreversível.  A secreção de ácido só retorna depois da síntese de novas moléculas.
     A supressão ácida é prolongada, de 24 a 48 horas.
     








   Ideal administrar em jejum 30 minutos antes da refeição.
   Não se deve utilizar outros fármacos que inibam a secreção ácida (antiácidos).
   Para pacientes com doenças hepáticas, deve-se realizar redução da dose.
   Usado como protetor para pacientes predispostos que necessitam utilizar Anti-inflamatórios não esteroidais.


A gastrite quando associada a uma infecção por Helicobacter pylori, inclui-se no tratamento o uso de antibióticos. O tratamento é longo e para que haja o sucesso demanda que o paciente cumpra com horários e recomendações passadas. Como na semana passada não consegui postar no blog, essa semana teremos dois post. No próximo conversamos mais especificamente sobre o H. pylori. Outras medidas que não demandam o uso de medicamentos seriam: a alimentação saudável e regrada, não utilizar cigarros (tabagismo diminui a proteção do nosso estômago), o consumo mínimo de bebidas alcoólicas e evitar usar medicamentos agressivos a mucosa gástrica (como anti-inflamatórios) por períodos prolongados.
Obrigada e até a próxima!